Dica da Coach: TED TALK – Como ser o melhor naquilo que gostamos


Compartilho aqui esse Ted Talk, que achei muito interessante. Podemos aplicar na nossa vida como um todo, inclusive na equitação. Vale a pena assistir. Fica a dica da Coach Equestre!

Para assistir com legenda em português clique no ícone com as três bolinhas ou se preferir você também pode ler a transcrição abaixo.

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A maioria de nós passa a vida tentando fazer o nosso melhor em tudo, seja em nosso trabalho, família, escola ou qualquer outra coisa. Eu me sinto assim. Tento meu melhor. Mas há algum tempo compreendi que não estava melhorando nas coisas que mais me importavam seja como marido, como amigo, como profissional ou colega, e eu não estava melhorando muito mesmo que estivesse gastando muito tempo me esforçando. Desde então compreendi por meio de conversas e pesquisas que esta estagnação, apesar do trabalho árduo, acaba sendo muito comum. Então, gostaria de dividir com vocês ideias sobre o porquê e o que podemos fazer. O que aprendi foi que as pessoas mais eficientes e equipes em qualquer área fazem algo que podemos imitar. Eles passam pela vida intencionalmente alternando entre duas zonas: zona da aprendizagem e zona do desempenho. A zona da aprendizagem é quando o objetivo é melhorar. Então fazemos atividades voltadas para o aperfeiçoamento, nos concentrando naquilo que ainda não dominamos, o que significa que devemos esperar cometer erros, sabendo que vamos aprender com eles. É muito diferente do que fazemos quando estamos na zona de desempenho, que é quando o nosso objetivo é fazer o melhor que podemos, executar. Então nos concentramos naquilo que já dominamos e tentamos minimizar erros. Ambas zonas deveriam ser parte de nossas vidas, mas sendo conscientes de quando queremos estar em cada uma delas. com que objetivo, foco e expectativas, ajuda-nos a desempenhar melhor e evoluir melhor. A zona de desempenho maximiza nossa ação imediata,

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a de aprendizagem, nosso crescimento e nosso desempenho futuro. A razão de muitos de nós não melhorar, apesar de nosso árduo trabalho, é que tendemos a gastar quase todo nosso tempo na zona de desempenho. Isso inibe o crescimento, e ironicamente, em longo prazo, também nosso desempenho.

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Então, como é a zona de aprendizagem? Peguem Demóstenes, um líder político e maior orador e advogado da Grécia antiga. Para se tornar ótimo, ele não usou todo o seu tempo sendo um orador ou um advogado, que seriam sua zona de desempenho. Em vez disso, ele fazia atividades voltadas à melhora. Lógico, ele estudou muito. Ele estudou Direito e Filosofia sob orientação de mentores, mas também entendeu que ser advogado envolvia persuadir outras pessoas, então também estudou grandes discursos e representar. Para se livrar de um estranho hábito de levantar os ombros ao falar, ele praticava seus discursos em frente ao espelho, e amarrou uma espada no teto assim, se levantasse os ombros, ela o machucaria. (Risos) Para falar melhor, mesmo com a língua presa, ele fazia seus discursos com pedras em sua boca. Ele fez uma sala no porão na qual podia praticar sem interrupções e sem incomodar as pessoas. Como os tribunais eram muito barulhentos ele também praticava próximo ao oceano. projetando sua voz acima do barulho das ondas.

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Seus atos na zona da aprendizagem eram muito diferentes daqueles dos tribunais, sua zona de desempenho. Na área de aprendizagem, ele fez o que o Dr. Anders Ericsson chama de prática deliberada. Isso envolve dividir habilidades em competências, sabendo quais competências buscamos melhorar. como manter nossos ombros abaixados, totalmente concentrados em um desafio de alto nível, fora da zona de conforto, além do que podemos normalmente fazer, usando a experiência com repetição e ajustes, de preferência com a orientação de um orientador capacitado, porque as atividades visando evoluir são de área específica, e grandes mestres e orientadores sabem quais são as atividades e nos avaliam profissionalmente. É esta prática na zona de aprendizagem que leva ao aperfeiçoamento substancial não só o tempo executando a tarefa. Por exemplo, pesquisas mostram que depois dos primeiros anos em uma mesma profissão, o desempenho sofre uma estagnação. Isso se mostrou ser verdadeiro no ensino, em clínica médica, enfermagem e outros campos, e isso acontece porque quando pensamos que somos bons o suficiente, capazes, então paramos de ir a zona da aprendizagem. Dedicamos todo o tempo em fazer nosso trabalho, desempenhando, o que não é uma grande forma de melhorar. Mas aqueles que voltam à zona de aprendizagem continuam a melhorar sempre. Os melhores vendedores, ao menos uma vez por semana, fazem atividades visando a melhoria. Leem para aumentar seu conhecimento, consultam colegas ou especialistas, tentam novas estratégias, solicitam avaliações e refletem. Os melhores jogadores de xadrez passam muito tempo, não jogando xadrez, o que seria sua zona de desempenho, mas tentando prever as jogadas de grandes mestres e as analisando. Cada um de nós provavelmente passou muitas horas digitando no computador sem ficar mais rápido, mas se gastarmos de 10 a 20 minutos por dia bem concentrados em digitar de 10 a 20% mais rápido do que nossa velocidade segura, seríamos mais rápidos, sobretudo se também identificarmos que erros estamos cometendo e praticarmos digitando essas palavras. Isso é prática consciente.

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Em que outras partes de nossas vidas, talvez as mais importantes, estamos trabalhando duro, mas sem melhora, porque sempre estamos na zona de desempenho? Não quer dizer que a zona de desempenho não tenha valor. Tem muito. Quando fiz uma cirurgia no joelho, não disse ao médico: “Mexa a vontade e foque naquilo que você não sabe”.

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(Risos)

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“Vamos aprender com seus erros!” Procurei uma cirurgiã que senti que faria um bom trabalho, e queria que assim ela fizesse. Estar na zona de desempenho permite que façamos o melhor que podemos. Isto também é motivador, e nos dá informações para identificar qual nosso próximo ponto quando voltarmos para a zona de aprendizagem. O caminho para o alto desempenho é alternar entre a zona de aprendizagem e a zona de desempenho, construindo habilidades na zona de aprendizagem, e aplicando-as na zona de desempenho. Quando Beyoncé está em turnê, durante o show, ela está na zona de desempenho, mas toda noite, quando volta para seu quarto, ela volta para sua zona de aprendizagem. Ela assiste um vídeo do show que acabou de fazer. Identifica oportunidades de melhoria, para ela, seus dançarinos e sua equipe de câmeras. E na manhã seguinte, todos recebem notas sobre o que ajustar, e então eles trabalham nisso durante o dia, antes da próxima apresentação. É uma espiral para sempre melhorar capacidades, mas devemos saber quando aprender, e quando desempenhar, e enquanto queremos fazer ambos, quanto mais tempo na zona da aprendizagem, mais vamos melhorar. Então como ficar mais na zona da aprendizagem? Primeiramente, precisamos acreditar e entender que podemos melhorar, um paradigma de crescimento. Em segundo lugar, devemos querer melhorar naquela habilidade. Deve haver um propósito que nos importa, porque é preciso tempo e esforço. Em terceiro lugar, devemos ter uma ideia de como melhorar. o que podemos fazer para melhorar, não como eu costumava tocar violão quando adolescente, praticando as mesmas músicas sem parar, mas praticando conscientemente. Em quarto lugar, devemos estar em situações de baixo risco, porque se devemos esperar erros, a consequência por cometê-los não deve ser catastrófica, ou mesmo significativa. Quem anda na corda bamba não pratica novos truques sem uma rede de segurança. e um atleta não tenta novos movimentos durante uma competição. Uma razão porque em nossas vidas passamos tanto tempo na zona de desempenho é que nossos ambientes muitas vezes são, desnecessariamente, de alto risco. Criamos riscos sociais uns para os outros, mesmo nas escolas que deveriam ser só sobre aprendizagem. e não estou falando sobre testes padrões. Quero dizer que a cada minuto de cada dia, vários estudantes da escola primária até a faculdade pensam que se cometerem erros, serão menosprezados pelos outros. Não admira sempre estarem estressados e sem arriscar o necessário para aprender. Mas eles aprendem que erros são indesejados, sem querer, quando professores e pais só querem ouvir respostas corretas e rejeitam erros em vez de aceitá-los e examiná-los para aprender com eles, ou quando buscamos reações limitadas em vez de encorajar reflexões exploratórias com as quais podemos aprender. Quando toda lição de casa tem um número ou uma letra nela, e contam para compôr uma nota final, em vez de ser usada para praticar, errar, avaliar e revisar, mandamos a mensagem de que a escola é uma zona de desempenho.

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O mesmo ocorre em nossos empregos. Nas empresas nas quais presto consultoria, vejo impecáveis culturas de execução que líderes promovem para encorajar um ótimo trabalho. Mas isso leva os empregados a usar apenas o que sabem e não tentar coisas novas, então as empresas sofrem para inovar e aperfeiçoar, e ficam para trás.

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Podemos criar mais espaços para crescimento começando conversas uns com os outros sobre quando queremos estar em cada área. No que queremos melhorar e como? E quando queremos executar e minimizar erros? Desta forma, vemos claramente o que é o sucesso, quando e como melhor apoiar uns aos outros.

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Mas e se nos encontramos em um cenário crônico de alto risco e sentimos que ainda não podemos iniciar essas conversas? Então, aqui estão três coisas que podemos fazer como indivíduos. Primeiro, podemos criar ilhas de baixo risco em um mar de altos riscos. São espaços nos quais os erros têm poucas consequências. Por exemplo, podemos encontrar um mentor ou um colega confiável com quem podemos trocar ideias ou ter conversas vulneráveis ou mesmo encenar. Ou podemos pedir avaliações conforme o projeto evolui. Ou podemos separar um tempo para ler, ver vídeos ou fazer cursos online. Esses são apenas exemplos. Em segundo lugar, podemos executar e desempenhar conforme o esperado, e então refletir sobre o que melhorar da próxima vez, como a Beyoncé faz, e podemos observar e imitar os especialistas. A observação, a reflexão e o ajuste são zonas de aprendizagem. E, finalmente, podemos provocar e baixar os riscos para outros ao compartilhar no que queremos melhorar, ao perguntar o que não sabemos, ao solicitar avaliações e compartilhar nossos erros e o que aprendemos com eles, assim, outros poderão fazer o mesmo.

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Confiança real é sobre modelar o aprendizado contínuo. E se, em vez de passarmos nossas vidas fazendo, fazendo, fazendo, executando, executando, executando, passarmos mais tempo explorando, perguntando, ouvindo, experimentando, refletindo, nos esforçando e nos tornando? E se cada um de nós sempre tivesse algo sendo aprimorado? Se criássemos mais ilhas de baixo risco e águas? E se formos mais claros, conosco e com nossos colegas, sobre quando buscamos aprender e quando buscamos desempenhar, de forma que nossos esforços se tornem mais coerentes, nossa melhoria, sem fim, e nosso melhor ainda melhor?

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Obrigado.